Feliz Natal com bonecas, claro!

Sim, Natal tem que ter bonecas…

Natal é uma festa boa para estarmos em família, e quando se é criança, não dá para evitar a euforia em torno da troca de presentes, das festas que parecem intermináveis (e que passamos o ano todo esperando), dos parentes que a gente reencontra e das comidas especiais, com gostinho de festa…


Minha Holala Ann e seu vestido de Natal.

Tenho muitas lembranças da infância nessa época, e como Natal e Ano Novo são festas que, para nós, coincidem com as férias e as viagens de verão, são períodos que rendem muitas saudades…

Lembro da expectativa que ficávamos assim que saíamos de férias, e meus pais, para nos manter – eu e meus irmãos – ocupados, organizava um “concurso de enfeites de Natal”, uma das minhas primeiras experiências com os trabalhos manuais…

Me lembro também que era época da minha mãe tirar e colocar coisas bacanas da parte de cima de seus armários. Era lá que ficavam a nossa árvore de Natal e seus enfeitas, que ela descia para arrumarmos na sala, e no espaço vazio que ficava no armário era onde ela guardava nossos presentes, que eram entregues apenas na manhã do dia 25 de dezembro, mas que a gente arranjava um jeito de ficar espiando quando ela não estivesse por perto…

Lembro das comidas gostosas que só tínhamos nessa época, como as frutas e os assados cheirosos… Das frutas, até hoje lembro a delícia que era provar as primeiras uvas rosadas, que, para mim, até hoje, têm gostinho de Natal…

Lembro da ansiedade para ganhar a boneca que eu havia pedido naquele ano. Sempre era uma boneca, claro… e a gente ganhava só dois presentes por ano, no aniversário e no Natal, então a ansiedade era grande.

E lembro da alegria de sair para as férias no sítio do meu avô, levando algumas bonecas, claro, mas quase nunca as mais novas, e certamente nunca as que eu ganhava no Natal, porque essas minha mãe cuidava para que eu não estragasse, e só podia brincar com ela em casa, quando pedia para ela tirar a caixa lá do alto do armário.


Nina, também vestida para o Natal.

O tempo foi passando, algumas coisas foram mudando.
Não fazíamos mais o concurso de Natal, eu e meus irmãos arrumávamos os enfeites, já não tínhamos o sítio do meu avô e até as festas mudaram de endereço.

Mas eu ganhei uma boneca no Natal dos meus pais até meus 19 anos. Foi só quando me casei e saí de casa é que essa tradição se perdeu.

Muito mais coisas aconteceram, as festas mudaram, eu já era mãe, agora os brinquedos não eram para mim.


Cidreira, também da Anacardia, veio junto com a Gengibre, fazer parte de minha coleção.

Mas depois de um bom tempo em que – aparentemente -eu me esqueci que gostava de bonecas e de brincar, encontrei um jeito de trazer de volta as bonecas para minha vida.
Já adulta, passei a colecioná-las.

E hoje ganho de presente bonecas no Natal novamente, mas agora sou eu mesma quem me presenteio. Quer coisa melhor que isso?

Acho que a gente têm que procurar se cercar de tudo que gosta, sempre, em todas as fases de nossa vida, e sempre que possível. Hoje eu tenho esse blog, um canal para falar de bonecas colecionáveis e do que elas significam para mim. Quer coisa melhor?

Presentão meu, para mim mesma!
Feliz Natal, gente! <3
Gengibre, linda boneca de pano do ateliê Anacardia que me dei de presente esse ano, junto com a Cidreira.

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